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Achilles Romanato Pandini – Agosto/2022

Vida … SEMPRE A VIDA. É O QUE IMPORTA.

Numa quinta-feira, 22 de março de 2007, os jornais anunciaram um fato no mínimo diferente do normal do noticiário – foi a nota de que um bebê anencéfalo completara quatro meses e estava bem de saúde.

Em Patrocínio Paulista, região de Franca, uma senhora engravidara e no quarto mês de gestação teve a notícia de que seu filho nasceria anencéfalo, e que a recomendação médica seria a do aborto. Para surpresa de todos a mãe optou por manter a gravides até o final, e teve a criança, e na data de 09 de março de 2007, Marcela – a filha anencéfala estava completando quatro meses de vida encarnada.

A menina permanecia na ocasião aos cuidados da Santa Casa de Patrocínio Paulista, que também cuidava da mãe, que por sinal não deixava de estar ao lado da filha.

Segundo a pediatra, que cuidava da bebê, o caso seria único no mundo, e os movimentos realizados por Marcela eram provocados pelo sistema nervoso da coluna cervical, que faz o trabalho do cérebro, o que proporciona a possibilidade de expressar sentimentos também. Ainda segundo a pediatra, ao nascer deram a Marcela a possibilidade de meia hora de vida, o que a realidade fez o contrário.

Segundo a mãe, cada vez, durante a gestação, que passava pelo exame pré-natal, voltava triste pelo que os médicos informavam. Ai o bebê lhe chutava a barriga como se quisesse confortá-la. Vejam a ligação entre as duas. DoisEspíritos demonstrando amor recíproco e necessitando um do outro para que a evolução de ambos acontecesse.

A vida material de Marcela durou de 20 de novembro de 2006 até 01 de agosto de 2008, quando retorna à Pátria Espiritual.

Destacamos esse caso em função de ser uma fato inusitado, pois a sobrevivência de um bebê anencéfalo é tido como impossível. Este caso, entretanto, demonstra que a preservação da vida deve ser perseguida sempre, não importando as aparências, pois como espíritas sabemos que a cada um é dada a oportunidade da escolha das provas conforme as necessidades individuais.

No capítulo VI – VIDA ESPÍRITA – as questões 258 e 259 nos esclarece quanto às provas do Espírito errante, pergunta Kardec se o Espírito tem consciência e previsão do que lhe vai acontecer durante a vida.

A resposta do Espírito da Verdade é: “Ele próprio escolhe o gênero de provas que deseja sofrer, nisto consiste o seu livre arbítrio.”

Na questão 258-A, Kardec pergunta se as provas não são impostas por Deus, e a resposta do Espírito da Verdade nos dá, que nada acontece sem a permissão de Deus, pois que as leis que regem o Universo são de sua autoria.

Dando liberdade de escolha, deixa ao Espírito toda a responsabilidade dos seus atos e das suas consequências. E mais, o caminho do bem, tanto quanto o do mal, está aberto à sua frente, cabendo-lhe fazer a escolha. Assim, se falhar, resta-lhe a consolação de que Deus não lhe fecha as portas ao refazimento de seu caminho, permitindo-lhe o recomeço a partir do ponto onde falhou. Na questão 259 Kardec questiona se ele, o reencarnante, prevê todas as circunstâncias da vida que escolheu, no que é esclarecido pelo Espirito da Verdade, que “em linhas gerais sim” pois afinal foi ele quem escolheu o tipo de vida.

Como podemos perceber nesse caso, o Espírito escolheu reencarne por um período curto (1 ano e 4 meses) provavelmente para completar um período faltante em alguma encarnação anterior.

Na questão 199 Kardec pergunta sobre porque a vida se interrompe com frequência na infância, no que a resposta do Espírito da Verdade diz: “A duração da Vida das crianças pode ser, para seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do tempo devido, e sua morte é frequentemente uma prova ou uma expiação para os pais.”

Como podemos observar, a vida de Marcela, embora curta, teve alguns objetivos muito claros. Resgate de alguma falta cometida anteriormente, refazimento das relações de amor com a mãe, e os demais membros da família, demonstração aos “doutores da morte” que existe algo que eles não conseguem administrar, mesmo com toda a sua sabedoria, e que apesar de todas as circunstâncias adversas, a Lei do Amor e a Providência Divina foram presenças marcantes na vida de todos os envolvidos.

Observação – Para aqueles que quiserem detalhes maiores do caso, entrem no Google e digitem Marcela de Jesus Galante Ferreira, e verão a descrição deste lindo caso de amor.

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